O caminho até aqui
Onde eu me formei, e por que isso muda a consulta
Formei-me pediatra pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Antes de
ser cardiologista de criança, portanto, sou pediatra — e isso não é
detalhe de currículo: é o que permite olhar o coração sem perder de vista a criança inteira
que está em volta dele, o crescimento, a alimentação, o sono e a rotina.
Tenho o Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de
Pediatria, obtido por prova e verificável de forma independente do meu registro no
conselho.
A formação em cardiologia infantil eu fiz no InCor — Instituto do Coração da
USP, em São Paulo, que é o serviço de referência nacional em cardiologia. É onde se
vê, em concentração, o que em consultório aparece de forma esparsa: a variedade inteira de
cardiopatia congênita, de arritmia e de evolução pós-cirúrgica em criança. Depois disso,
fiz pós-graduação no Instituto Lilian Lopes — ECOKID.
A razão de a subespecialidade existir é técnica, e vale explicar: o coração da criança muda
de forma e de função ao longo do crescimento. O que é normal em um bebê de dois
meses não é o mesmo que é normal em um adolescente, e os valores de referência de
frequência, de pressão e de exame variam com a idade e com o tamanho da criança. Avaliar
isso com a régua do adulto produz erro nos dois sentidos — alarme onde não cabe, e
tranquilidade onde não cabe.
Hoje atendo bebês, crianças e adolescentes na Viva Pediatria, no Setor
Marista, em Goiânia. Veja as situações
que levam uma criança ao cardiologista infantil.